quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Futebol fora de campo...

Este fim-de-semana futebolístico foi rico em casos, polémicas e declarações. Desta vez, não foram só os jogadores, treinadores e dirigentes a falar, a discussão alargou-se a presidentes de câmara e outros autarcas em geral...
O mais fantástico de tudo, é que fala-se muito... mas nada acontece...
Há uns dias atrás os adeptos da Luz não se calavam a dizer que eram prejudicados pelas arbitragens e, em apenas uma semana, foram beneficiados duas vezes: frente ao Guimarães e Braga.
Agora entendemos que quando o Sr. Luís Filipe Vieira dizia: "-Deixem-nos ganhar dentro de campo!" Não estava a fazer uma afirmação, estava a consumar um pedido... se 11 jogadores é pouco, porque não jogar com 14?
Um dos casos mais flagrantes de "Alzheimer selectivo" foi o de José António Reyes que disse que falar das arbitragens é uma "estupidez", isto depois de andarem tempos e tempos em cima do Sr. Pedro Henriques, faz todo o sentido...
Nesta avaliação não podia deixar de focar o uso de expressões como "roubar" em diversas declarações... Aqui fica uma das minhas máximas:
A justiça é cega meus amigos, mas não é daltónica...
Para finalizar uma palavra de apreço ao Jorge Jesus e o agradecimento por ter contribuído com as declarações da semana, acerca da arbitragem na Luz:
"-Lutar como? Só se for na playstation! Na playstation eu consigo resolver isto!!!"

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O valor das ventoinhas!

Como combinado, aumento a frequência de publicação…
Não podia deixar em claro a entrevista do Primeiro-Ministro José Sócrates à SIC.
Num ambiente, por vezes, um pouco aceso, o “até prova em contrário”, pseudo-engenheiro Sócrates, tentou explicar aos portugueses que a crise, o desemprego, a pobreza, o endividamento externo e o desinvestimento estrangeiro em Portugal, não são da sua responsabilidade, a culpa é da crise económica internacional… É obvio que, passados uns segundos, congratulou-se com a descida da Euribor e do preço dos combustíveis, como se ele tivesse qualquer influência nesses números… Relevamos, até porque interpretar quadros de resultados, tabelas e gráficos não é o forte deste senhor… talvez acabar o curso seja o ideal, para resolver este problema…
Com a pressão imposta pelos destemidos jornalistas da SIC, o Sr. José referiu que o governo resolve os problemas à medida que estes vão surgindo, assim cabe ao comum dos portugueses questionar:”- E quando é o governo a causar os problemas?”
Quando questionado sobre a sua relação com o Presidente da República, disse que existia uma boa relação, ainda que com divergências ideológicas, acrescentando ainda que a sua lealdade é para com os portugueses; o que não me causou espanto, pois ainda a semana passada, quando o Bruno Alves, com uma cotovelada, atingiu a face de um adversário, um jornalista, após visionar as imagens, disse: “-Não pode ter sido uma agressão intencional, porque o Bruno é um jogador leal!”
Ficamos a saber que, tanto o jornalista como o Sr. José não sabem o que é lealdade, e subentendemos que roubar ou matar não é ilegal, é apenas uma pequena divergência ideológica do indivíduo com a lei…
Agora vou vos presentear com a pérola da entrevista, o ponto alto, a cereja no topo do bolo.
Ao ser questionado sobre o perigoso aumento da dívida externa portuguesa, o Sr. José disse:
“-Temos reduzido a dependência energética, somos o 5º melhor país nas renováveis: energia hídrica (da água) e eólica (do vento) …”
Aí, qual Fernando Pessa, o jornalista Ricardo Costa proferiu a frase do ano (2009):
“-Então, eu pergunto-lhe sobre o aumento monstruoso da dívida externa e você responde-me com ventoinhas?!”

Oh Sr. José, se estiver a ler este texto, deixo aqui um conselho:

“-Se está a pensar resolver os problemas do país com ventoinhas, eu sugiro antes um ar-condicionado, é mais fino… E esta em?”

Um abraço irreverente dum eleitor livre…

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Regresso ao trabalho...

Depois de alguns meses de inactividade, regresso a este espaço com novas ideias mas, desta vez, com o compromisso de aumentar a frequência de publicação…
Dito isto, vou começar por uma mensagem de ano novo, qual Presidente da República…

Caros portugueses,

O ano de 2009 será, sem dúvida, um ano de crise. O endividamento das famílias vai aumentar, assim como o desemprego, enfim a situação económico-social vai agravar-se, mas isto, de certo, não é novidade.
É sempre uma boa notícia saber que este ano não nos afastamos do crescimento económico europeu, isto porque, simplesmente não vai haver crescimento…
Este contexto seria deprimente se fôssemos espanhóis ou franceses, mas como bons portugueses, já estamos habituados a este tipo de cenário.
Assim, com alma lusitana somos chamados a esquecer o fado da nossa vida e lutar por um futuro melhor… A minha ferramenta de eleição é o trabalho!
Vamos começar por pôr em prática todos os nossos projectos para, passo a passo, construirmos um futuro mais feliz…
Se queres cantar, canta; se queres dançar, dança; se queres representar, representa… Para fazer tudo o que queres só precisas de duas coisas: a primeira é acreditar em ti, e a segunda é trabalhar.
Se és estudante, aprende com humildade para mais tarde ensinar!
Se trabalhas, empenha-te com respeito para que o teu nome esteja sempre associado à excelência e dedicação.
Para terminar, uma pequena lição de história…
Estávamos em inferioridade numérica perante os espanhóis e vencemo-los em Aljubarrota; vivíamos na repressão e vencemos pela “força dos cravos”; estávamos a perder 2-0 contra os ingleses, e com um Figo, um Pinto e um Gomes demos a volta…
Somos da terra do Afonso Henriques, que até “porrada” na mãe deu para sermos um país; da terra da padeira que, para preservar a nação, fez paelha com os soldados espanhóis; da terra em que os guarda-redes não precisam de luvas para defender…
É quando o céu está mais negro… que melhor se pode ver as estrelas…
De que mais precisas tu para brilhar?
Contra os canhões, marchar, marchar!

Feliz 2009!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Preço da Verdade...

Tenho vindo a assistir a uma série de eventos que me deixaram perplexo, com a situação jornalística no nosso país, e no mundo em geral.
Hoje em dia, um jornalista não é mais do que um crítico que faz umas perguntas a quem de algum modo pode corroborar as suas teorias… Mas assim onde fica a isenção, ou a imparcialidade?
Façamos um pequeno exercício… vejamos quantas vezes o jornalista começa por fazer um comentário sobre o assunto e finaliza com uma pergunta como: O que você acha disto?
Ao responder à pergunta o entrevistado está a tomar como verdadeira aquela introdução… mesmo que ela não seja…
Assistimos a isto dia sim dia sim, e que podemos nós fazer?
Primeiramente, não nos devemos deixar manipular, ou seja, a quem fizer perguntas deste género respondemos: Sobre o que você pensa não comento, a minha opinião é…
Assim estas “pessoas com um curso de jornalismo”, que até se portarem como tal não são jornalistas, vão recebendo o “remédio santo” para a sua conduta, a vergonha em directo…
Além dos jornalistas, o povo em geral mente por gosto ou necessidade, sem que haja preconceito ou pena para este comportamento… a mentira mais comum é a histórica, ontem disse uma coisa, hoje já diz outra; mas mostra-se sempre indignação quando se é acusado…
Mais uma vez ofereço uma solução, daquelas boas, levem as pessoas a tomar um partido, a revelar a sua opinião, assim podem ser confrontadas na sua ideia, além disso dá sempre jeito tomar nota ou gravar estas posições, não vá mais tarde dar um ataque de “alzheimer selectivo”…
Sou pela verdade de vida e de obras, e isto tem um nome… coerência…
Vamos dizer não à hipocrisia, e mostrar quem somos e o que queremos na realidade. Garanto que, por vezes a verdade dói, ou faz doer, mas no fim fica sempre o sentimento do dever cumprido, esse que altera o rumo da história sem que o Homem se aperceba…
A mentira tem perna curta, mas mesmo com as próteses mais recentes continua a não ir muito longe…